quarta-feira, 17 de março de 2010

Eu fui!!

Tem cada banda "das antigas" vindo para Brasília que eu tive que adotar um critério de compra de ingressos. Eu me pergunto se a banda tem condições de voltar ao Brasil antes de algum integrante morrer. Se a resposta for negativa eu saio correndo e compro o ingresso, o que acabou me levando ao show do A-ha (não que eles estejam dentro do critério morte, mas já que anunciaram o fim da banda, é quase uma morte...)!
Nem conheço muita coisa deles, mas só de ouvir aquele tecladinho sagaz típico das bandas dos anos 80 e, claro, ouvir a clássica Take on me ao vivo já é válido.
Quem mora em Brasília sabe que show no Ginásio Nilson Nelson é arriscado, o som nunca está bom. Com o A-ha não seria diferente, som estranho, não se ouve tudo com muita nitidez. Isso sem contar que lá pelas tantas Morten Harket, o vocalista, avisa que não está conseguindo cantar as músicas e conta com a boa vontade de seus fans para ajudá-lo até o final do show.
Como bons Brasileiros que somos, a grande maioria não entende absolutamente nada doque está sendo dito, mas sabemos fazer barulho, então gritamos em apoio a alguma coisa que não sabemos muito bem o que é.
Pela cara dele dava pra notar que estava sendo um tanto difícil continuar ali. De onde eu estava não dava pra ver nada com muita nitidez, até mesmo porque sou míope, mas quando mostraram um close do rosto de Morten no telão eu tomei um susto! Por um instante achei que eu estivesse em algum tipo de sessão mediúnica, não era possível que eu fosse a única que estava vendo aquilo, será que estaria ficando louca? Será que eu morri? Aquele não é Morten Harket, é Patrick Swayze que além de trocar de profissão veio me castigar por já ter escrito um texto levemente cômico sobre sua morte.
O susto durou pouco, logo entendi que tudo não passava de duas pessoas incrivelmente parecidas e uma pessoa sem óculos. Mas já que é pra falar eu confesso que além de aprender a não brincar com os mortos eu gostei do meu momento Demi Moore.
Agora que venha B.B. King que, com todo respeito, atende ao critério morte...

quarta-feira, 10 de março de 2010

And the Oscar goes to...

Vou ser bem sincera, nunca tinha ouvido falar de Kathryn Bigelow antes da noite do oscar. Confesso que a situação não melhorou muito de lá pra cá, agora só sei que ela foi a primeira diretora a ganhar um oscar e que ela é sem dúvida um grande ícone, adorada e venerada por muitas, mas muitas mulheres mesmo. E vai por mim, o trabalho maravilhoso que ela fez como diretora é o que menos importa nesse momento.
Vamos falar a verdade, eu não sei como foi o relacionamento dela com James Cameron, não sei se eles são grandes amigos ou se se odeiam profundamente, mas a verdade é que isso não é exatamente o que me emocionou na noite de domingo.
O que eu achei o máximo foi que com muito menos dinheiro e em muito menos tempo ela conseguiu fazer um filme que agradou muito mais do que o filme de ninguém mais ninguém menos que o EX MARIDO dela!
Deve ser um sentimento sem igual poder olhar pra cara do seu ex (que não é qualquer ex, é o "King of the world") e dizer: "É, foi mal... MAS DESSA VEZ VOCÊ AFUNDOU COM SEU BARQUINHO". E melhor ainda foi poder ver a cara dele de quem estava realmente muito feliz por ter perdido não só o prêmio de melhor diretor como o de melhor filme e outros para sua querida ex esposa. Com aquela atuação, se ele fosse ator, ele seria no máximo indicado a pior ator pelo Framboesa de ouro.
Mas enfim, se ela teve ou não um sentimento, por menor que fosse, de: "se fu*** seu bosta" eu não sei, mas que milhares de mulheres se sentiram vingadas e amariam estar na pele dela, isso eu tenho certeza! Inclusive, se hoje abrissem as inscrições para um concurso de melhor discurso levemente sarcástico que vc diria para o seu ex enquanto o mundo inteiro te escuta, milhares de textos já estariam concorrendo e muitos ex já estariam sendo mandados pra Pandora, cada um com seu respectivo Avatar! Eu já escrevi o meu!